O DEPENDENTE QUÍMICO RESIDENTE EM COMUNIDADE TERAPÊUTICA: DA TRIAGEM À ADAPTAÇÃO A UMA NOVA VIDA

  • Bruna Vicente de Oliveira Pontifícia Universidade Católica de Goiás - PUC Goiás
  • Gabriela Fernandes Carnot Damacena Pontifícia Universidade Católica de Goiás - PUC Goiás
  • Sonis Henrique Rezende Batista Pontifícia Universidade Católica de Goiás - PUC Goiás
  • Rogério José de Almeida Pontifícia Universidade Católica de Goiás - PUC Goiás, Faculdade da Polícia Militar - FPM
Palavras-chave: Comunidade terapêutica, Dependência química, Tratamento

Resumo

Objetivo: compreender os processos e estratégias de triagem, acolhimento e adaptação de indivíduos dependentes de drogas em comunidades terapêuticas. Métodos: trata-se de um estudo transversal descritivo com abordagem qualitativa e exploratória com 43 comunidades terapêuticas que atendem dependentes de álcool e outras drogas e que estão localizadas no município de Goiânia, região metropolitana e cidade de Anápolis. Foram analisadas variáveis constantes de um questionário semiestruturado. As categorias explicativas que emergiram da análise foram: 1) A triagem antes de entrar na comunidade; 2) A adaptação dentro das comunidades terapêuticas; 3) A rotina diária dentro das comunidades terapêuticas. Resultados: Observou-se que no processo de triagem as comunidades investigadas priorizam pela vontade do indivíduo em detrimento das internações compulsórias, objetivando o sucesso terapêutico. Quanto ao processo de adaptação, notou-se que, apesar de algumas variações, todas as entidades pesquisadas reconhecem a necessidade de abordar o período de maneira adequada e acolhedora. Finalizado o período estipulado para a adaptação, os residentes começam a vivenciar de maneira mais intensa a rotina diária da comunidade, bem como suas respectivas normas. Conclusão: A análise das entrevistas possibilitou compreender os impactos desses três processos iniciais na vida do dependente que está buscando um tratamento para sua doença. O entendimento desse fenômeno, especificamente relacionado às comunidades auxilia em uma melhor qualificação desses processos de recebimento do indivíduo, desde o momento em que ele chega à comunidade até sua completa adaptação a rotina estabelecida pela entidade.

Publicado
11-11-2019
Como Citar
Oliveira, B. V. de, Damacena, G. F. C., Batista, S. H. R., & Almeida, R. J. de. (2019). O DEPENDENTE QUÍMICO RESIDENTE EM COMUNIDADE TERAPÊUTICA: DA TRIAGEM À ADAPTAÇÃO A UMA NOVA VIDA. Revista Brasileira Militar De Ciências, 5(13). https://doi.org/10.36414/rbmc.v5i13.16
Seção
Artigos