AVALIAÇÃO DA PREVALÊNCIA DOS CASOS DE SÍFILIS NA POPULAÇÃO DA VILA MUTIRÃO ATENDIDA PELO LABORATÓRIO CLÍNICO PUC GOIÁS

  • Lucas Fernando Souza Pereira Pontifícia Universidade Católica de Goiás - PUC Goiás
  • Matheus de Oliveira Cardoso Pontifícia Universidade Católica de Goiás - PUC Goiás
  • Frank Sousa Castro Pontifícia Universidade Católica de Goiás - PUC Goiás, Faculdade da Polícia Militar - FPM
  • Sérgio Henrique Nascente Costa Pontifícia Universidade Católica de Goiás - PUC Goiás, Faculdade da Polícia Militar - FPM, Universidade Federal de Goiás - UFG
Palavras-chave: Prevalência; Sífilis; VDRL; FTA-abs.

Resumo

O presente estudo buscou identificar a prevalência dos casos de sífilis, delineando o perfil epidemiológico associado na Vila Mutirão. Trata-se de um estudo retrospectivo baseado na análise dos dados do Posto de Coleta da UABSF Vila Mutirão de Goiânia/GO. Foram verificados os resultados dos exames complementares solicitados para diagnóstico da sífilis (VDRL e FTA-abs) e o perfil epidemiológico dos pacientes. Os resultados coletados e analisados através do software Epi Info, com nível de significância inferior a 5% (p < 0,05). Foram analisados, referentes aos anos de 2017 e 2018, um total de 6.386 exames. No ano de 2017, 36,7% era do sexo masculino e 63,3% do sexo feminino e, em 2018, 58,8% do sexo masculino e 41,2% do sexo feminino. Com relação ao VDRL, em 2017, 87,7% detinham resultado não reagente e 12,2% tiveram como resultado exames reagentes. Em 2018 obteve-se 81,4% não reagentes e 18,5% reagentes. Dos pacientes reagentes, 48,6% também realizaram a pesquisa do FTA-abs IgM e IgG. Quanto ao FTA-abs IgM, 46,3% tinham amostra reagente para a presença deste anticorpo, 34,2% tinham amostra não reagente e 19,4% indeterminado. No que tange ao FTA-abs IgG, 91,7% tiveram resultado reagente e 8,3% obtiveram não reagente. Com relação aos pacientes reagentes ao VDRL em 2018, 16% também realizaram a pesquisa do FTA-abs IgM e 25,2% a pesquisa do FTA-abs IgG. Quanto ao FTA-abs IgM, 31,6% tinham amostra reagente, 8% não reagente para tal e 60,3% indeterminado. Quanto ao FTA-abs IgG, 98,6% tiveram resultado reagente e 1,4% obtiveram a resposta não reagente para este anticorpo. É possível concluir que a população estudada se encontra sujeita a um crescimento de infecção por sífilis, principalmente a população do sexo masculino adulto-jovem e ressalta-se a necessidade de estudos com delineamentos populacionais mais rígidos.

Publicado
12-12-2019
Como Citar
Pereira, L. F. S., Cardoso, M. de O., Castro, F. S., & Costa, S. H. N. (2019). AVALIAÇÃO DA PREVALÊNCIA DOS CASOS DE SÍFILIS NA POPULAÇÃO DA VILA MUTIRÃO ATENDIDA PELO LABORATÓRIO CLÍNICO PUC GOIÁS. Revista Brasileira Militar De Ciências, 5(13). https://doi.org/10.36414/rbmc.v5i13.23
Seção
Artigos