Análise espacial e epidemiológica dos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave por influenza A/H1N1 no estado de Goiás no período de 2016 a 2018

  • Luís Gustavo Silva Ribeiro Pontifícia Universidade Católica de Goiás - PUC Goiás
  • Jhefferson Einstein Rodrigues Rezende Pontifícia Universidade Católica de Goiás - PUC Goiás
  • Roberpaulo Anacleto Neves Pontifícia Universidade Católica de Goiás - PUC Goiás, Faculdade da Polícia Militar - FPM
Palavras-chave: H1N1; epidemiologia de SRAG; Goiás.

Resumo

Este estudo teve por objetivo realizar uma análise espacial e epidemiológica das notificações de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) por influenza A/H1N1 no estado de Goiás no período de 2016 a 2018. Trata-se de um estudo transversal analítico de prevalência com dados obtidos através do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e EXTRANET e os limites espaciais através dos sites do Laboratório de Processamento de Imagens e Geoprocessamento (LAPIG) e Pastagem. Dados foram tabulados no Microsoft Office Excel 2010. Análise estatística feita com o teste Qui-quadrado, adotando um nível de significância de 95%. Gráficos e tabelas confeccionados utilizando-se o programa estatístico Bioestat 5.3 e GraphPad Prism 7.0 e mapas confeccionados com o software ArcGis. Em 2016, entre os 246 municípios do estado de Goiás, 73 foram positivos para casos de SRAG por H1N1. Das cinco variáveis socioeconômicas analisadas (PIB per capita, IDH, IDEB, salário médio mensal e N° de unidades de saúde), foram encontradas quatro com significância estatística: PIB per capita, IDH, salário médio mensal e N° de unidades de saúde. Em 2017, apenas 2 municípios apresentaram casos e a única variável com significância estatística foi o N° de unidades de saúde. Em 2018, foram 83 municípios positivos para a presença de casos e quatro variáveis com significância estatística: IDH, salário médio mensal e N° de unidades de saúde. Concluiu-se que houve relação entre o surgimento de casos de SRAG por H1N1 nos municípios de Goiás no período de 2016 a 2018 com o PIB per capita, IDH, salário médio mensal e N° de unidades de saúde, o que não foi observado com o IDEB, já que essa variável não apresentou significância estatística. Observou-se também que houve uma predominância dos casos na região central do estado de Goiás.

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Publicado
26-11-2020
Como Citar
Ribeiro, L. G. S., Rezende, J. E. R., & Neves, R. A. (2020). Análise espacial e epidemiológica dos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave por influenza A/H1N1 no estado de Goiás no período de 2016 a 2018. REVISTA BRASILEIRA MILITAR DE CIÊNCIAS, 6(16). https://doi.org/10.36414/rbmc.v6i16.70
Seção
Artigos